A gincana
A Camila escreveu esses dias um negócio fora de série.
As pessoas vivem no mundo e fazem coisas o dia todo. Acordam às seis da manhã para estar no trabalho às oito e ali ficam até às sete da noite, para chegar em casa às nove. Ou, em outros casos, chegam no trabalho às oito, trabalham até as nove, saem para uma reunião às onze, almoçam em quinze minutos, têm uma aula do outro lado da cidade, voltam para a instituição xis e depois seguem para seu empreendimento particular ípsilon. As pessoas têm uma agenda-gincana: um dia na vida delas é como um vídeo-game ou competição lúdico-esportiva em que você tem de ir progredindo pelas fases. Passa a fase do trânsito, passa a fase do paciente surtado, passa a fase do almoço no quilão. Isso quando elas não têm filho e marido para dar conta.
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